sábado, 8 de maio de 2010

Gratidão a uma mãe...


Já ouço o sino repicar lembretes,
sinais que me assediam as lembranças,
da toda tua existência nesta vida,
na voz amorosa, badalada esperança...

Meus olhos neste instante lacrimejam
memórias dum passado já distante,
desde a tristeza, a um frio trepidante,
envolta em tua saia esvoaçante...

Recordo o teu colo, óh mãe querida,
mãos de tua lida os cabelos me afagava
mudas palavras, no silêncio traduzidas,
a seu labor o reflorir, minha jornada...

Perdoa mãe pelos meus incontáveis erros
olvidei tantas vezes teus conselhos,
queria tanto neste instante confessar-te
nem a título de mãe, a ti me assemelho...

Ah eu queria voltar as tuas entranhas,
gérmen intra-uterino, à vida principiar,
a um tempo me dar, tornar a ser casulo,
poder sentir no teu calor o aconchego

Te abraço no instante deste dia
ainda que a claro olhos, não te veja
te sinto o sorriso na minha alegria,
quando em prece minha face, você beija...



Lívi@petitto