segunda-feira, 31 de maio de 2010

Entre agitos...


Há vulcões erupindo, valetas se
abrindo, corações aflitos...
Há choros e gemidos, constantes
e um silêncio se guardando
fingindo-se distante...
Sou um lençol que cobre, um calor que
agasalha, sou uma dor que sucumbi,
sou mortalha...
Sequer tenho nome, algo esquecido
no centro da sala.
Vejo cansaços e do meu, me desfaço.
como entregas ao desânimo, entre
sorrisos apagados...
Corpos crescidos e ainda padeço
dos choros de berço...
A solidão me escuta, não fala comigo,
mas sente meu dorido peito
e quando a noite escurece, entrego
o de mim numa prece e o clarão do dia
sob a guarda mãe Maria...


Lívi@petitto