sexta-feira, 14 de maio de 2010

Em vão...


Pelos descaminhos, encontraste
uma rosa sobre espinhos,
caída ao chão.
Chegando socorreste-a dando o apoio
sofrido, em teu momento de solidão

De começo, ela estava arredia,
tinha dores embutidas no seu intimo,
o que naquele instante prevalecia
afinal, estava ela semi-morta a chorar
por um cravo extinto
Compreendendo, devotaste carinho,
cultivando nela a confiança e ela,
te aceitando aos poucos, deixando-te
adentrar no seu mundo a secar-lhes
o pranto...

E o tempo moldava aquele encontro,
fazendo parte daquela pegadinha
Floria encantos, temperava formosuras
e sensações entre contactos
foram despertando, destinando-se
a ousadia, o ato...

Hoje tudo se mostra irônico,
parece que o tempo congelou
pela janela saiu os sonhos e o encanto
se quebrou.
Queria, um motivo que me apontasse
uma razão e não apenas um
vulto, sem contextos, tão em vão...


Lívi@petitto