sexta-feira, 16 de abril de 2010

Passado presente...


De que maneira posso, deixar o passado
de lado, quando no dado presente
ele viola meus passos...
Nas ruas, em qualquer parte, ei-lo a posto,
sorriso sarcástico, em aceno debochado.
E a espera, ainda com cara de menina
sempre na esquina, duma preferencial...
O momento amarrado pelo tempo,
em S.O.S um sinaL
e a esperança nunca que me aponta,
uma mudança...
O sinal alerta, sempre prenunciando
o perigo e os gritos, ninguém assunta.
Como deixar o passado de lado,
se do banco, o sentinela ainda é o mesmo,
sem bom dia, naquele rosto cansado,
fazendo sua vigília...
Na porta da loja, aquela senhora a repetir
as falas daquele passado que não pereceu
e o tempo variante, entre sol e chuva,
como o rosto amargo da viúva que do
pretérito nunca esqueceu...
A caminho de casa, repriso o percurso
não tem outro jeito,
qualquer um de intuito, acelera o peito...
No som do meu carro, Cd's viciados tais?
Não. Diz-se canções de agora, caronistas
de outrora, regravados, nada mais...
Já de frente a garagem, estaciono.
O controle do portão repete as cenas
e telas da memória, me acenam...
Carro parado, porta de entrada, sala
de estar e o passado sentado a me
esperar e minhas flores com sorriso,
por me ver voltar...
Mas se não dou bola pra ele,
me chama pelo telefone, se colocando
a vibrar..
De que maneira, posso deixar o passado
se no presente, ele está?



Lívi@petitto