terça-feira, 20 de abril de 2010

Na embriaguez da noite...


Noites tantas teatrais
e no papel principal a solidão,
um banco de praça, intacto,
de pés colados no chão...

Oculto tristonho, um violeiro
sem viola e sem canção
os morcegos em silvo voam,
repercutem ecos em vão...

E o intrépido equilibrista
faz da garrafa o seu rojão
escremento em rato esguicha,
eructa e cai, sobre a solidão...

Há um alvoroço na esquina
desordeiros a Paz discrimina
uma campânula rasgando a rua
um choro na casa vizinha...

Segue-se as noitas da madrugada
na embriaguez insana que reponta
e cala no silencio da matutina,
quando a inocência, se levanta


Lívi@petitto