sábado, 10 de abril de 2010

É assim...


Viu! É assim o carinho que a gente sente, que sem saber nem porque, chega no coração da gente. A princípio, ficamos meio cabreiros, acabrunhados, sem jeito, mas o tempo vai dando sentido, fazendo do opaco, o brilho, tirando dos olhos o véu, que embassa-nos o semblante... E a gente passa a pensar, o receio se flexiona, torna-se curioso, visualizando contas coloridas no ar e não há sequer um cisco, que a gente não ache bonito e se deixa apaixonar... É tão triste caminhar sozinho, sequer lembramos que n'algum instante fomos alegres, que da felicidade por momentos desposamos. Ficamos tão dentro da gente, carrancudos, descontentes, que nem vemos o sol a nos saudar, com linda orquestra junto aos musicos passarinhos, que gorjeiam um sabiá e as borboletas valsantes nos ensinando a dançar... Sequer percebemos que a natureza inteira participa dessa festa com a matutina tão menina, nos convidando a brincar... Pois é, perdemos tantas coisas, quando somos a própria solidão, que no vazio de nós mesmos, nem sentimos o tamborilar desse nosso coração e deixamos de saborear o espetáculo banquete que dos céus, nos caem ao chão...
Então... Por que não abraçar a vida, por que não admirar uma folha caída, que um dia tanto fez por se balançar a nos chamar atenção ou soprar-nos a brisa para nos refrescar. Por que não admirar até mesmo uma pedra, que com jeitinho se modelou ao tempo para a gente sobre ela sentar. Por que não um cipó caído ao chão, sabendo que n'algum momento se deu ao usufruto da natureza em ação. Por que não observar que ao longo da estrada, onde beira o horizonte, muito além de acolá, existem outras vidas a nos aguardar... Que ainda que pensemos não existir luz no fim do túnel, lembremos de antemão, que ele é longo, extenso curvilíneo e que ao seu final, está o intenso, o lume que um dia desacreditamos, pronto para nos iluminar.
Obrigada pela sua amizade, pelo seu carinho, pela palavra amiga, pelas orelhas puxadas, quando nos mal entendidos, a gente se perde, buscando sempre a razão, esquecendo que somos seres errantes, necessitados de reparos, quando somos de nós mesmo, o artesão...
A você que neste instante me ler, meu mais apertado abraço daquele até bem colado,
por me estender as mãos, nos mais simples que seja o comentário, me acalenta e me preenche o coração...



Lívi@petitto