sexta-feira, 16 de abril de 2010

Alma minha...


Oh Alma minha
não te afastes de mim,
se te sou a roupa que vestes,
por que me abandonas assim?
Já não mais te acompanho,
nem sei porque tanto apanho,
nesse labirinto sem fim.
Se podes sair por aí,
versejando céu e mar,
deixa que eu também me vá
sem me forçar a ficar.
Deixa-me ir, de verdade! sem sonhar...
Os sonhos são meros momentos,
depois vão embora e eu tenho que
acordar...
Tudo me disse, nunca mais ter visto
a Graça e o nada comprovou
e agora, o que é que eu faço,
perdi a reta, não sei da aurora
e nesses passos desencorajada,
não há forças pra seguir
essa estrada sinuosa...
Deixa-me ir!?


Lívi@petitto