segunda-feira, 15 de março de 2010

Bêbado!


Bêbado!
Segue nesse teu balançar
que se arrasta na estrada,
ora para cima ora pra baixo,
em se jogar...
Talvez, nem lembras do teu nome
mas atendes pelo uso codinome
que a sociedade se te fez chamar
Alcoólatra!
Soluças nas tuas cifras truncadas,
arrota os julgos das quedas mal baratadas,
impregnadas baforadas nas tuas
prosas com o ar...
Afoga neste teu aguardente
a tua insanidade,
erupida nas agruras da retina,
que a você embaça, podando a
tua liberdade...
Segue bêbado em tua caminhada
vertente,
bate tua cabeça sobre a guia,
como aparato que te detém as forças,
segurando tua teimosia...
Esquece e te delicias, da ausência de
tuas chagas,
depois, te levantas dessa masmorra
e conclua a travessa, onde monstros mecânicos
de lata, rasgam passagem
que você nesses teus passos oblíquos,
sequer sabes, estar sendo premiado,
em promovida viagem...
Bêbado, acorda! abra os olhos,
ainda que tudo esteja escuro, nesta fria
tela mansa, está teu porto seguro,
onde agora tu descansas...


Lívi@petitto