quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Esperança...



Na aparente aridez da existência,
a semente do consolo brota,
no desperta do recôndito imo,
polén das rosas...

Ainda que sob pedra imensa
há um luzeiro que desponta
e no cumprir de sentença,
não há força contrária que vença,
humilde flor que aponta...

Mesmo que estrada ríspida e delonga,
fator de existência, faz-se unânime,
é de feito obliquo e percurso extenso,
mas se faz ameno, vidas longânime...

Deveras falso são os caminhos,
de perdas em grande extravio,
prendas d'ouro por ausência de suor e lida,
são falhas, sem presença da poeira,
semente e brio...


Lívi@petitto