terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Destino...


Vento, poeira e cerração, percursos em
desalinhos, decepção...
opto pelo destino das águas, que não me
cobrem de espinhos, nem frustração...
e cada respingo, que em minha face venha
a salpicar, lembrarei que não estou sozinha
a chorar, que esse mar, chora comigo...
E as estrelas mortas na praia, sei que
poderei reave-las nas águas, quando a noite
ressuscitá-las sob espelho do céu escurecido...
Na reentrância de mim, buscarei minha baía,
meu porto, um braço de rio, que desemborque
e não se finja de morto...
e, por toda a travessia, manterei os olhos
fixos no horizonte, onde nenhuma cordilheira
me faça confusa de novo...
Canções, sem saudades, deixando a mercê das
gaivotas, os cânticos suaves, levando os meus
pensamentos, para a eternidade...
e os sonhos, somente aqueles repousantes no
silêncio do convés e ante viagem com o destino,
a ele, direi em prece:
Que estou entregue, sendo feliz em qualquer
parte, desde que ele me leve...


Lívi@petitto