segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Quem é você?

Amigos,
A postagem foi programada
razões de por aqui me encontrar ausente na
presente data.
Ensejando a todos que sempre estiveram comigo
e a outros que por aqui se achegarem, o meu carinhoso
desejo com votos de muitas Felicidades em 2011!
Fraternos abraços
Livinha


Ainda não sei o seu nome,
mas creio, precisar saber...
Estais sempre a encontrar comigo,
a todos os fins de ano,
e cá me pergunto: por que?...
Sempre na mesma postura, perfil
e caricatura, figura do padecer...
Já tentei ser adivinha, qualquer
coisa que se alinha ou que seja um
cognome,
mas nada, e nada responde...
Companheiro do silêncio...
me predispõe o pensar, arrisco
nas entrelinhas, no tento de decifrar...
E quando algo, presumo, balanças a
bengalinha, lágrimas no chão,
a pingar...
Onde moras? Onde andas?
assim... despercebido, entre indos
e vindos...
Perdoe-me se não te decifro o pensar
pois que sou filha das horas, tenho
pressa e, ouvir-te não me é possível,
sem o teu olhar...

Então seus olhos a mim se guiaram,
em taciturno revelar:


- Não sou ida, sequer um voltar,
mas recomeço, sempre a renovar...
Sou passagem, em tua viagem...
a liberdade, em vôo, a seu contento.
Portanto minha menina...
Leia bem meus pensamentos:
Sois filha da hora, Estejas atenta...
pois que dela, sou o pai... O TEMPO!
E por razão, sois minha neta...


Livinh@


sábado, 18 de dezembro de 2010

Feliz Natal!!!

E quando Deus pronunciou a palavra Amor,
o planeta sofreu abalo entre ondas de calor...
Alguns aterrorizados correram, enquanto outros
em socorro, se deram em abraços...
Foram estes que compreenderam a manifestação
do Criador...



Meus queridos e amados amigos

Bastariam-me apenas algumas notas
e eu, entoaria uma canção, a todos vocês
com votos de Feliz Natal...
Ou que fosse simples rimas, não importa,
faria um poema e versejaria outra vez,
no meu jeito natural...

Porém, neste instante, desejo somente
ser menina, laços de fitas nos cabelos,
olhos bem acesos, de alegre inocência, vislumbrando
luzes em cada esquina...

Jamais me dando conta das diferenças,
apenas formas coloridas, em cada essência,
sem denominá-las, como bonitas ou feias,
mas embaladas de sonhos de que todos no
mundo são artistas...

Exalar o perfume do suor nas camisas,
ver a fome saciada de amor, e a dor
a sorrir...
Ver os defeitos envolvidos pela perfeição,
raças divergentes dadas mãos, como o ódio,
vencido pelo perdão...

Ver a inveja se esvair em desapego, arrogância
abraçada a humildade, brancos, amarelos e negros,
a dividirem felicidades...

E quão criança, ver que o mundo assim
o sente, um Natal de toda gente e que todos
os dias, é renascer...
Fazer dos 365 dias do ano, o dia 25, vidas
que chegam por viver...

Acreditando que assim, como iguais os dias,
iguais todos podemos e haveremos de ser,
que as diferenças se apagam, na poeira
da estrada, razão do bom proceder...

O que importa as origens, se todos temos
as nossas? Caminhadas retas ou tortas,
a chegada será aquela a que se nos propomos
e como bem disse Jesus um dia, a um de seus
discípulos:
"Tomé, por que não Crer, para ver?"...

Confiemos...


Meus desejos que cada um de vocês se agraciem
de um embrulho, abarrotado de sentimentos bons
e que a fraternidade faça morada dentro de
nossos corações...



Clic Aqui:

Ps:Estarei deixando uma postagem já demarcada
para o dia 27/12 no ensejo de que a todos
seja direcionado o meu mais pleno e sincero
votos de um Feliz 2011!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Ouvi dizer...


Ouvi dizer que Natal tem cheiro
de caridade,
mas ninguém sente, nem eu!
Seres ingratos que somos,
pela vida que Deus nos deu...

Quão egoístas, orgulhosas e hipócritas,
as falas em nossas consciências...
Vadias em seus instantes prazeirosos,
sequer dispondo-se à benevolência...

Tenho vergonha de mim,
natais os mais lindos que sonhei...
Hoje, casada com o "sera[fim]"
nem conta disso, me dei...

Tantos "ser[inícios]" por aí,
viajantes em seus suplícios,
carentes, mortos de fome,
e nada damos ao sacrifício...

Tanto temos e tão pouco doamos,
natureza rica que consiste,
por ausência, fazemo-nos estranhos...
Arraigadas melindrices!

Os Natais estão nascendo,
todos os dias, consequentes...
Se para muitos somos únicos,
juntos, também únicos, para muitos...

Lívi@petitto

domingo, 12 de dezembro de 2010

Além do obscurecido...


Talvez eu precise mudar o meu estilo,
contrariar o dia, com suas luzes espreitas,
e apagar-me em quietude...
Nas noites, me entregar as estrelas, sob
disciplina do silêncio, ouvindo as corujas,
quando nada compreendo...
Elas sabem onde, nos recônditos
mais íntimos, se guardam as nuances
nos embalos do vento...
Porque não criam, vêem além do obscurecido
e na sua sabedoria, o abstrato para elas,
é tudo onde não exista vida...


Lívi@petitto


sábado, 11 de dezembro de 2010

Asas


Asas que anseio tanto,
bendita sejas tu, o pensamento,
alçando-me em voo santo,
dissipas os meus tormentos...

És pluma que me abanas,
das horas que vezes sangra,
dores e lamentos...

Quem ousa podar-te, não sabe
que esse poder não se tem,
asas de meu pensamento,
Teu voar é ameno e me levas além...


Lívi@petitto


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Ela...


Eu não sei o que ocorre com ela,
no seu jeito impulsivo, torna-se
nata ao impressionismo, transpondo
formas agressivas, aos bichinhos de asas
que rondam a mente dela....
Também não se desnuda ao espelho,
evita, porque acredita nas linhas azuis
do seu pulso, olvidando o vermelho...
Sente as dores do mundo e fingi ser alheia
as belezas do seu profundo e por instantes
torna-se egoísta, perante as mazelas,
do seu orgulho...
Não se reconhece perante o seu brilho,
oposta a ele, mergulha no obscurecido...
A minha felicidade é que diante de tudo isto,
ela sabe que eu a amo muito...


Lívi@petitto

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Horizonte...


Naquele horizonte eu repousava
o meu olhar,
de cá, de minha janela, onde nos fins
de tarde, o crepúsculo embriagava-me...
Olhos minúsculos esses, que se introduziam
em toda aquela imensidão, onde nem
a natureza se apercebia do que eu via
e que nada tinha sido em vão...
Eu era capaz de sentir, cada mudança e
mesmo quando a noite se fechava, nem
me dava conta, fresta de luz permanecia
e eu vibrava em cada transfiguração...
O universo não era meu, eu sei...
Mas o monstro arquitetônico foi levantado
naquele terreno vago, impedindo minha visão...
Então troquei de janela, afinal o sol haveria
de ser o mesmo, deixaria de ser poente,
mas nascente, como encantos de primavera...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O translúcido...


No verão, ele afluente e belo,
exibia sua silhueta desnuda e transparente,
enquanto elas, nele se espelhavam, a mostrar
suas nuances de meninas, ensaiando formas
amadurecidas...
Para logo, no tão esperado outono, cobrirem-no,
na estadia arrefecida...
O que ninguém sabia, que por baixo daquela
ponte, o translúcido acontecia...


Lívi@petitto


sábado, 4 de dezembro de 2010

Feitiço...


Enrosquei-me em teus cabelos,
ericei-me nos teus pelos,
e na caldeira me lancei...
Não sei se foi por feitiço,
enfeitiçada fiquei...
Me envolvi em teus abraços,
aos teus encantos de mago
alma nua adentrei...
A fórmula foi simpatia, essências
de maresia,
marulhos de seivas, licor...
Num misto de asas de sonhos,
fagulhas de luz deu o ponto,
e a receita enfim gerou...
Ah... Eu penso porque existo,
a um pensador dei meu visto
e o verbo amar comunguei...
Que importa se a distância existe,
pensamentos também amam
pensadora, sempre serei...


Lívi@petitto


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Contratempos...


É o tempo é o vento
sendo do contra menina
fecha janela e abra a cortina...
Não vês a faca afiada,
sangrando o dedo que pinga?
Enxuga essa lágrima boba
foi essência da cebola,
cortada em rodelas finas...
Vai devagar, sem tropeço,
acode a criança chorando,
mas antes, desliga o fogo,
que o leite tá derramando...
Por que te assusta de jeito?
Apenas pedra perdida,
a tua vidraça quebrou,
torvelinho que de fora veio,
nesse mesmo instante, já passou...
Agora senta e te apazigues
que esse cheiro de queimado,
foi o bolo que torrou...
Não chore, sossegue e pare
as horas, o dia venceu,
sequer percebeste menina,
que lá fora anoiteceu?
Amanhã é outro dia,
cante uma canção, acalmas
desliga o filme, reinicia,
se harmonize com tua'lma...


Lívi@petitto

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Amar é bom demais...

Minha inspiração, brotou perante a imagem
postada. Obra do amigo
Marcelodalla
Visitem e apreciem seus encantos. O que divulgo
com o meu real apreço...

Ah... Amar é bom demais
a gente se vê num balanço
e esquece as coisas banais
e de amor se inflamando...

E volta a contar estrelinhas,
chupar balinhas, comer bombons
as bochechas rosadinhas
brilho nos olhos e na boca o batom...

O amor se mostra em tudo
pianinhos ressoando
selando biquinhos mudos
de asinhas entre abanos...

Despetala margaridas
faz bolinhas de sabão
rabisca um nome na areia,
e na árvore um coração

E baila afinidades
dança valsa, dança roque
faz canto de felicidade
amor de alma, sem posse...

Amar é anseio que envolve
rubor na face, desejo, ventura
faz o sol queimar na noite,
jungindo calor na lua...


LíviApetitto


domingo, 28 de novembro de 2010

Mãos unidas...


Uma pena só,
não voa!
Duas penas,
extensão...
Asas não ficam à toa!
Não há porto solidão...
Mãos unidas gentes boa
abertas, céus sobrevoam
juntas, fazem oração...


Lívi@petitto


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Inquietude...


Tá faltando inspiração, um algo
ou quem sabe um sopro e a inquietude
a andar de um lado pro outro...
Enseja um canto, o sistema dá branco
e perde a tinta onde a pauta
sensibiliza...
Porque ideia somente, não pinta
e a tecla não digita...
Horas lentas e aflitas e a impaciência
grita e por tal, se irrita...
Abrupta, papel em branco engarrafa,
e aos braços dos rios lança, desejando
que desague em maré alta e a navegante
sozinha, saiba onde aportar...
Folhas ainda que só linhas, falas haverão
de inspirar...


Lívi@petitto

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Divergências...


Eles não sabem que o encanto
são brotos de flertes,
gerados por temperos atrativos
entre flores ramalhetes...

Falhas não visíveis, encobertas
papeis de sedas, embrulhadas,
em sentimentos despertos,
sob vestimentas disfarçadas...

Vislumbrados, não se reconhecem;
iludidos, se apaixonam e casam
e por sede de amor, se despem...
E no primeiro teste, se atrapalham...

Mas na paixão continuam atentos
cuidam-se e não se arrefecem,
olhos brilham inda a contento,
passam a borracha e esquecem...

E seguem vida a seu tempo,
invólucros se desembrulhando
eles dizem ainda que se amam,
mas não se aguentam, cansando...

Filhos, alegrias e torvelinhos
entre as somas, as diferenças,
e a lida lança passarinhos,
a cutucar as divergências...

As somas não fazem empréstimos
se apontam os de si mesmos,
paciência exibe seus versos,
mas o orgulho, não se dá inteiro...

Aos poucos o encanto esmorece,
perante o egoísmo indivisível
os múltiplos sofrem, entristecem,
em traços marcantes e indizíveis...

Relações fragmentadas,
buscam alívio, compensação
iludem-se noutras venturas,
desrespeitos e traição...

E a paixão queda em desânimo,
mágoas, marcas, feridas e cicatrizes...
E na lida insuportável, fecham portas,
optando pelas sombras, infelizes...

E esse amor onde esteve
que jamais se deu ao sacrifício?
Prostou-se em presilhas de rede
desassossegado e perdido...


Lívi@petitto

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Amigo Secreto


Antes, não poderia deixar de manifestar o blog: Universo da querida amiga Ester, que em face de mais uma data natalícia nos promoveu esse encontro...
Parabéns Ester pelo teu universo!!!



Nas vicissitudes da dor,
devemos amar simplesmente
porque as dores da vida
são: "Simplesmente Amor"

A minha amiga secreta é:
TATIANA!


Porque ela ama simplesmente...
Conheço essa mineirinha Tatiana uma linda menina que escreve versos lindos e tem um blog super querido,apesar de não frequentar com assiduidade seu cantinho.Muitas vezes o tempo exíguo impede mais contatos.
(Flor de Lis)
Tatiana, tão pouco a conheço, mas tive o prazer de buscar tua essência
em visitas ao seu lindo espaço o que me fez alegria por haver
sido premiada em tira-la
Que nosso de amizade possa ser fortalecido pelo dias a que segue,
na razão dessa oportunidade tão linda que Ester nossa
amiga em comum, nos promove.
Um cartão para ti desde já com o meu mais terno carinho...




Linda surpresa ao adentrar o Blog Balanço das horasda linda amiga Regina Laura, doce pessoa o que me recarregou meu coração de energia, de alegria e encantamento. Visitem o seu cantinho, quando as horas se fizerem sobrecarregadas, porque lá, se encontra o balanço de alívio e bem estar...

domingo, 21 de novembro de 2010

Presunção...


Ah, quão cega presunção, de nada saber...
Deseja o que não crê, mas duvida do que vê...
E se transfere pr'outro lado, sequer percebe,
e faz risos debochados, dela mesma sem querer...

Lívi@petitto


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Coração metade...


Coração metade nunca congela,
foi a saudade que o fez chorar
mas sempre de porta aberta
pra outro amor adentrar...

Se colocou na janela,
pediu ao sol para o afagar,
há um tempo, fez mudança,
passos de brisa, hoje o balança,
por outros olhos pulsar...

E se fez aconchegado,
jamais esquecido de amar...
Aberto para o encanto
esperando o amor chegar
e ele chegou...

Agora ele vive de sonhos
vibrante a espasmar,
tercendo versos de pronto
palpitando sem parar...

E no meio a madrugada
pede um passeio p'ra alma,
outra metade encontrar,
alma, alma namorar...


Livinh@_


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sonhos...


Sozinha sentada à janela
eu sentir você passar...
Ainda que te pareça estranho,
não me pergunte,
eu também não sei contar...

O mais espantoso de tudo
meus olhos estavam fechados
e você belo marujo,
se colocou ao meu lado...

Palavras não foram ditas,
corações em disparados,
as tuas mãos na malícia
fez meu corpo arrepiado...

Pegaste-me nos teus braços,
me deitaste no gramado,
e nos entregamos na ânsia
loucamente apaixonados...

Fizeste de mim deusa nua
meu âmago aliançaste...
No testemunho da lua,
púrpura que flamejaste...

Abrir meus olhos então
entre risos e marejos
e já não mais alí estavas
somente sonho e desejos...


Lívi@petitto

domingo, 14 de novembro de 2010

Dividendos...


Não sou alheia aos defeitos
pois que defeitos, quem não os tem?
Se quero que os meus sejam aceitos,
aceito os dos outros também.

No imo, trazemos bens,
dividendos ao divisor,
resultados [quo]cientes,
o que resta, é amor...

E se por fim, nada fica
e na vivência dá exata,
são as dádivas da recíproca,
vidas por vidas, amadas...


Lívi@petitto


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

No remo das rimas...


Eu tento estender os remos,
nas rimas daquela menina,
que brinca acolá...
De jeito leve e faceiro,
com uma flor nos cabelos,
suspiros de versos no ar...

Cativa da timidez, sorriso inocente
talvez e curiosidade no olhar,
em verdes campinas saltando,
gingando pra lá e pra cá...

E o que será, que será que existe
naquele pensar, que sabe sonhar
acordada, fingindo o céu ser o mar...

Da saia faz um barquinho, agito
das pernas remar,
cerrando na noite as cortinas,
rendas de estrelas em rimas,
no balanço a suspirar...

E fico de cá na varanda,
olhos fixos a espreitar,
só pra ver na matutina,
a menina aportar...


Lívi@petitto


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Palavras soltas...


Ah engano, quão difícil sois,
não sabes que nas noites,
todos os gatos são pardos? Então...
Não passe o carro na frente dos bois...
Não se engane por um farol ligado,
pode não ser uma moto,
mas um carro, com um dos dois apagado...
Te demoras ao sacrifício, de limpar
as tuas lentes, nesse teu jeito
impulsivo e reagente...
Olha a casa lá da frente, presta
bem sua atenção,
só vês o choro da tristeza, mas não
da alegre emoção?
Há vidas que vão embora, outras
que se demora e outras que chegam
ainda, entre almas coração...
Te vejo as vezes descrente,
pareces que ficas contente, na ilusão
que se crer...
Cuida dos teus pensamentos, pois
enganos justificam,
mas vislumbres julgamentos,
são falas de nada saber...


Lívi@petitto

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Alhures...


Talvez tenha sido melhor assim
um eu de chuvas temporais,
a me impedir de ir ao baile...
E ainda que meu tempo, a céu aberto
se mostrasse,
dentro de mim cogitava dubiedade...
Depois...
Como se-lo, se asas não palpáveis,
me inibem o zelo,
corpo espesso e efêmero, contrariando
almas alhures vive-lo...
Tudo seria tão mais simples,
os espaços removíveis, como puzzle,
um jardim,
a valsa além dançaria, quão estrelas
cantariam, sussurros de sim
e o beijo do céu na terra, a viver
de amor enfim...


Lívi@petitto


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A criança de um dia...


Nasci como filha da ânsia e me foram
podados os caminhos.
Diziam ser de todo desordeiro, cheio
de caras e medos e me fizeram
dependentes de carinho...
Disseram que no mundo havia
muita maldade, que eu era bobinha,
e jamais distinguiria, o que era
um bem de verdade...
Não me diziam que a noite era para
o descanso,
diziam, que nela existiam fantasmas,
lobisomens de terno e gravatas,
gatunos e malandros...
Não buscaram conhecer minhas raízes,
fortalecer minha energia a me incentivar...
Romperam de mim a inocência,
sem falar das maravilhas e como o amor
conjugar...
Ensinaram-me a ser verdadeira,
e me faziam acreditar que o mundo,
era cheio de mentiras, que eu tinha
que desconfiar...
Mas eu era curiosa e por ser cheia
de prosa, tinha um mundo a desbravar.
Sozinha, descobri os encantos da lua,
não aquelas ciências da escola,
mas os sentidos que ela me dava...
Nunca fizeram-me perguntas, tudo tinha
que escutar e tanto pra falar...
Pois é... Foi nesse mundo feio, que pra não viver
de receio, me vesti de fantasia enquanto
a vida me sorria, criança permanecia...
Até que o tempo deu um salto, fez no ato,
mudança de palco, apagou todas as cores
e num breu de horrores, assustou a alegria,
e a criança se escondeu...
E voltei-me à estrela guia, d'um viver a renovar,
fiz cantos em versos na estrada rabiscar,

sem jamais perder a esperança,
pois que a minha criança, haverei de
reencontrar...


Lívi@petitto

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Foi por viver de saudades...


Por tanto viver de saudades
Estou mudando...
Vivendo instantes adoráveis,
sem me dar aos desenganos...
Por tanto viver de saudade, estou tentando
viver apenas de sorrisos,
e jamais acompanhada de um lenço,
para que não haja mais o pranto...
Sim, estou dos meus momentos cuidando,
para que não me sejam de todo intenso,
sem dele nada esperar,
me disponibilizando ao tempo, sem históricos
a lamentar...
Já não estaciono, sempre de passagem
porque tento ser andarilha
ou quem sabe uma ilha, sozinha, as cercas
de imensurável oceano...
Por tanto viver de saudade,
já não busco mais apego, que tudo me seja
distante, uma linha, sem novelo...
Que eu me estique e me torne abundante,
infinitamente grande, paralela ao horizonte...
E na varredura do tempo, me diluindo,
bem como outrora, juramentei, sendo alma,
passarinho alçando voo, corações massageando
com jeitinho e de emoções me lavando...
Assim, poderei retornar e calçar os meus
chinelos na morada, onde os deixei...



Lívi@petitto