domingo, 29 de novembro de 2009

Travessia


Mares de ondas revoltas
me impedem de voltar,
amores lá no meu porto
aflitos, me inspiram a orar

As nuvens se escureceram
e o azul do céu, se perdeu
o vento, assoprando as ondas,
socorro, somente o de Deus...

Respingos das águas do mar,
sinto-os molhar o meu rosto,
envoltos às minhas lágrimas
d'um sabor e mesmo gosto...

E nestas horas tão intensas
percebo a noite chegar,
na calmaria, Deus é a presença,
ensaiando um sono, ao mar...

Vejo o sol que já desponta,
ouço a orquestra da alvorada,
a esperança suave, surgindo,
de breve paragem, abençoada...

Lívi@petitto


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sábado, 28 de novembro de 2009

Francamente!!


Franca, cativa cidade, nordeste de Sampa
de tudo um pouco realiza em maestria
na bandeira sua forma, tabuleiro de xadrez,
no calçado, ricos passos, fazem sua travessia.

Meu manifesto à cidade, francamente...
Erguida em três colinas... na extensão
gloriosa, pelas bençãos defluentes
da padroeira, Senhora da Conceição...

Uma praça faz o centro, faz a cruz um calçadão
filhos da terra, no compasso, sem pés no chão,
e o fabricante em belos feitos, louva sua tradição

De ruas estreitas, como braços de acolhida,
recanto divino, feito sorriso em dadas mãos
Franca, vivenda bendita da religião...

Lívi@petitto
Franca, 185 anos

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Revelações


Recebi do amigo Rosemildo Furtado o desafio de completar estas cinco frases:

Eu já...
Eu nunca...
Eu sei...
Eu quero...
Eu sonho...

Minhas respostas:

Eu já aprendi que na vida, basta acreditar pra se ter os sonhos conquistado.
Eu nunca haverei de duvidar de minha capacidade de ser.
Eu sei que posso trocar um ponto por uma virgula e continuar..
Eu quero antes de ver os defeitos dos outros, buscar reparar os meus.
Eu sonho com a igualdade de fato entre os homens.

Ainda, o amigo nos brindou com a 6ª frase, pelo qual me ocorre complementar,
em repasse. Adiciono como regra, para que formemos um texto, afinal,
de mãos dadas, não teremos tempo de usar as nossas armas.

Eu vou... brindar com a ascensão e a felicidade de todo o ser vivente, pois que um dia, todos haveremos de nos encontrar...

As regras são designar cinco blogs, que devem indicar de quem receberam o convite.

- http://simplesmente-chris.blogspot.com/ (Chris)
- http://semvoceeunaoseria.blogspot.com/
(Aluisio Cavalcante Jr.)
- http://blogdoluarencantado.blogspot.com/ (Fabiano)
- http://sereiaencantos.blogspot.com/ (Sereia)
- http://viviansbrussi.blogspot.com/ (Vivian)

Gostaríamos de deixar bem claro que o fato de termos indicado somente cinco amigos, deu-se ao fato da exigência da regra, porém, a mesma regra, não nos impede de estendermos o desafio a todos os nossos amigos seguidores, bem como, a todos aqueles que nos visitam e estão sempre acompanhando o nosso trabalho, o que muito nos honra.

Beijos,

Livinh@__



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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Orgulho...


Pena, palavra que mina, no coração
de quem em si, não acredita quando se tem
doente a estima...
Não creio haver coitados nesta vida,
mas seres desacreditados, julgando-se
como vítima...
Vestem-se de poderosa armadura, não se
entregam a censura e nem se dão ao sacrifício,
carregando sempre consigo, o orgulho, como
pose do ofício...
Por não se amarem, acreditam não serem amados
e por sentir-se ameaçados, trazem armas em punho,
como justa defensiva...
Pena não sinto, apenas lamento que seres assim,
ainda estejam dormindo...

Lívi@petitto


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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

SOS. Natureza...


O tempo se mostra adoecido, sentindo
ameaça do vento que sopra enfurecido,
destelhando casas...
a natureza arrepia e chora, quebradas asas,
exibindo sentimentos desconexos, de léxicos
desequilíbrio, até cair em têmpera chuvarada...
O que acontece com ela?
manifestos alheios, como de nada saber,
burburinhos se ouve: Que tempo louco!
fingindo-se não entender...
que socorro pode ser, quando a consciência,
é para poucos.


Lívi@petitto



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terça-feira, 24 de novembro de 2009

De onde ela vem...


De onde vem tanta inspiração, sinceramente,
sei não...
o pensamento de mim descola e voa
na imaginação,
embarca num faz de conta, vestido de curiosidade
e atrevido, na vaidade, voa rumo a libertação...
por vezes, ouve um chamado e se deixa por levar
rever um passado velho, enrugado, e o tal presente,
concreto indecente, criando um futuro para se lograr.
é assim...
Mentira ou verdade, ele segue viagem
e se ausenta de mim...

Lívi@petitto



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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Sou Feliz quando...


Sou feliz quando sinto o abraço da vida,
em todos os aspectos, até os mais complexos,
bem com Deus, bem com a existência, bem contigo,
bem com meus filhos e por tudo isto, bem comigo...

Livi@petitto

Boa Semana!!

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sábado, 21 de novembro de 2009

Penso...


Perguntaram-me se eu sabia, onde começava o vento
e na minha ignorância penso, que nesse esférico mundo,
de grandeza infinita, o vento nasce, no ponto de partida,
ao mesmo ponto de chegada, quando as pontas se atritam,
por influência ocasionada, gerando o fenômeno da ventosidade...
Assim somos nós, por sentimentos dado a ação inconstante,
produzindo abalo e desconforto, de mecanismo vago...

Lívi@petitto


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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Esses momentos....


Há momentos, em que todas as palavras
por mais coerentes ou lógicas que sejam,
não mostra sentido, pra quem se encontra
perdido, sem saber como seguir...
Há momentos, que todo o silêncio, não basta
para o discernir, quando não se encontra
alternativas..
Há momentos, que os anjos nada fazem, nem Deus
talvez, quando se vive num estágio material, onde
somente palavras, não desatam as amarras,
que mantém à presa, no sufoco de si mesma...
Há momentos, que faculta recantos e não se tem pra
onde ir e o melhor a fazer, é sumir...
Há momentos, que qualquer navegação que se faça,
se corre o risco de virar a barca e se dar ao afogamento,
então, é mais correto pensar, que estou na minha hora
de dar um tempo.
Não sou forte, a fragilidade existe, mente saudável
ou insana, sou humana...

Lívi@petitto


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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Era Paz...


A palidez daquela pele, se fez confundida
entre os brancos lençois...
havia um semblante de paz se fazendo presente
e eu podia ver naquela mente, o quanto ela hesitava
em deixar tantos amores, para trás...
foi então que compreendi, que a morte não estava alí...

Eu sinto saudades...


Lívi@petitto



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domingo, 15 de novembro de 2009

Um nobre vagabundo...


Nunca sequer soube das necessidades,
nada me faltava e tudo era possivel,
por um berço de ouro, fui aplaudido
e jamais conhecedor do perecível...

Não sabia se por sorte, ou por azar,
era único, por não haver tido irmãos
desejos? todos eram sastifeitos,
bastava uma vontade, e os tinha nas mãos...

Meus pais, me tratavam como um rei,
volúveis, voltados para toda sociedade,
ausência de fraternidade, era suas leis,
luxúria e orgia, também suas prioridades...

Tudo tinha, mas e o amor? de nada sabia,
na escola, só promovia algazarras
empregados, somente eles me atendiam,
desta forma, era atenção que buscava
mas nada...

Cresci, entrei nas drogas, fui derrubado,
meus pais, inconsequentes, foram roubados,
não suportando a queda, se mataram
e eu, por infelicidade, ao mundo fui jogado...

Família e amigos quiçá, sequer os tive,
sob o lençol da noite, durmo e alimento a fome
sou andarilho, pés calejados e sujas mãos,
já fui rei e hoje apenas, um vagabundo nome...

Por várias rodas, nesta vida já passei,
buscando ouvidos, desejoso d'um irmão,
e nestas buscas, frente a igreja encontrei,
um vagabundo como eu, um amigo cão...
Hoje, sou um homem rico, no conforto
do coração...

Lívi@petitto



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sábado, 14 de novembro de 2009

Proclamação da República


Um verde que fala de esperança,
um amarelo ouro de herança,
um azul celeste, olhos do divino
e o branco da Paz, no semblante das crianças...
Esse nosso Brasil, com tanta história pra contar
e a miséria prevalece, sob a guarda de uma súcia,
que não se pode confiar...


Lívi@petitto



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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Leitura é viagem...


Leitura, viagem gloriosa, vôo livre ao alcance
dos tesouros contidos no desconhecido...
não importa com que asas se alcance o cume, quando
o propagar da imaginação, abre as candeias do lume
nos permitindo a libertação...


Lívi@petitto



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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Aborto não!!


Criança, eterna esperança, por um futuro de amor...
é balsamo de luz e gloria, na grandeza desta
hora, a nos suprir tanta dor...
São luzes que descortinam, um futuro promissor
combatentes da heresia, de Fé e sabedoria,
padroeiras do senhor...
Crianças... precisam nascer, desejosos de
viver, na senda da correção, que gritam necessidade,
por todo o bem da verdade, pois que são nossos irmãos...
Aborto, não!


Lívi@petitto




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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Miragens...



Hoje quero apenas rabiscar, escrever um texto, cheio de pretexto algo não real ao meu pensar, confuso de mim mesmo, na criança a me habitar... Talvez, nas minhas meras certezas, eu encontre incertezas, para me desiludir... Um isto ou aquilo, ratos selvagens com cara de esquilos, como elefantes e tamanduás, de ferramenta comprida, nas ventas, pra outro sentido se dar. Uma miragem, de incrível travessia, uma viagem... Um texto escrito, num estalar de dedos, de pronto, por caminhos diversificados e que, na velocidade do pensamento, eu possa estar em vários lugares ao mesmo tempo, pegando carona com o vento. Um visual diferente, assim como eu, de momento incoerente, ilógico, abraçada aos incógnitos, que por ventura encontrar e até mesmo, o de achar, que a morte é abstrata.
Dizer que Deus só deu asas a quem sabe voar... interessante isto, vez que o avestruz as tem e não se joga no ar, mas de intensa maratona, com duas patas apenas, corre ligeira, sem parar, contrariando a tartaruga, tão devagar, mas ambas a esconder suas caras... razões? Sim. Elas têm, então, deixa pra lá! Não quero falar da razão, somente observar, como vejo neste instante, acolá, um louva deus escondido, meio a planta trepadeira, por sobre um caramanchão, a suportar feito tolo, uma videira, com cara de chuchuzeiro. É, aqui estou de fato confundida, que por sob aquela trepadeira, de sombreado escuro, em céu morto, que bichinho será aquele, louva deus ou gafanhoto, a insinuar esperança... De que esperança se pode falar, se diante d'um gambá, o mundo some, não sabe dele o perfume, enquanto um porco se come. Se pra tudo, faz sentido, uma reta é um risco, como um beco desconhecido, não se dar a travessia, pois nas quantas ruas virada, por intenção de atalho, até chegar ao extremo, denota um trajeto falho, sem sentido, sem saída...
Não tenho asas, mas veja que contradição: estou a voar e daqui de cima vejo o mar, transparente e límpido, repletos de seres vivos a nadar e, muitas vezes penso, que a noite, me parece dia, como o dia, me parece noite e neste instante, a contemplar naquelas águas, o céu, que se fez por mergulhar. Será delírio da minha alma o que daqui, estou a mirar? Bendita seja a estrela Dalva, na praia, apagada, que nunca mais, ninguém ouviu falar...

Lívia Apetitto


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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Quantas janelas...

Este poema nasceu numa casa amiga,
onde eu sinto prazer de visitar sempre,
Arte & Emoções:http://arteemoes.blogspot.com/
do amigo Rosemildo Furtado


Janelas, quantas delas já não, nos debruçamos,
quantas não sonhamos e quantas não assistimos
passarinhos,nos ares subindo, subindo,
como as flores que vimos, desabrochando...

Somos seres eternamente ingratos desta vida,
por tantas causas que seguimos reclamando,
lembrando apenas, das marcadas frustrações
e esquecidos das coisas que realizamos...

Quantas bençãos já não efetivamos,
no amor que um dia desposamos...
hoje filhos, nos renova a esperança,
por esses netos, a conforta os desenganos


Lívi@petitto



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sábado, 7 de novembro de 2009

Caras e Bocas...


Posso mudar todos os meu trijeitos faciais,
as minhas caras e bocas, fazendo-me notar,
como também posso, modificar minhas formas
paranormais, reformando a minha fama de louca,
sem o porque de me mostrar...
Porém, somente diante de minhas atitudes, que
me sejam nobres e serenas, menos rude, haverei
de alcançar a plenitude diante do meu proceder...
As graças do amor, está em aceitar e me sentir aceita,
no meu jeito natural, de ser...


Lívi@petitto



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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Um mundo clínico...


Foi em busca do Silêncio que encontrei Doutor Sigilo
e por íntima razão, apostei nele meus grilos...
me tratou como menina, como se nada Soubesse,
abrindo Suave cortina, expôs que a vida, é uma prece...
Fantástica tela se abriu, formosos Ss surgiram,
nas mais variadas cores, emoliente das dores,
mostrando Singelos caminhos...
Deixei de chorar, Suspirei... era tudo um
paraíso que estava a vislumbrar, Sorrir e já não
me Sentindo Sozinha, de olhos cerrados, me
dei a Sonhar...
as Sensações afloravam, acordando Sentimentos, no meu
Seio adormecido... por uma Saudade, quisera houvesse
esquecido, e não mais Sofrer...
eis que desponta a Sabedoria, a espantar a nostalgia,
dissipando o padecer, apagando as Sombras que enrugam
o Semblante, me colocando sob ação, sem o meu entristecer...
chamou em mim a Sensatez e dos meus Sentidos,
Sincronismo fez, para que se postassem a Serviço
dando a mim, Sustentação...
Mas, o mais interessante, em dado momento Sucinto,
dei um Salto em Sustenido, diante de minha Surpresa,
compreendi que a vida é Simples, em sua real beleza,
feita de renúncia e Sacrifício em toda sua extensão...
que o Silêncio, é um mundo clínico, de lenimento preciso,
para a Saúde da alma que busca Superação...


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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Silêncio, um íntimo recanto...


Ainda que nada possa ver a custo,
ensaio um recanto que me pareça íntimo,
um silencio talvez, que somente eu conheça
e onde espaireça...
Há uma voz que me fala no imo, que me aponta
outra porta aberta e ainda, que num sucinto
instante, me desperta...
a chuva que me molha a tela, não me ofusca
a visão, mas o meu respirar ansioso,
descompassado e temeroso, embaçando
minha ação...


Lívi@petitto


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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Meu carango...


Meu carango é o meu corpo
minh'alma é o condutor
se me boto em ponto morto
a ignição é o amor...
O combustível é luz da vida
a chave liga e dá partida,
engato primeira, minha auto-estima,
acelerando a minha lida...
Boa vontade, minha embreagem,
passa segunda, mais confiante,
se no percurso, sinto a coragem
vou a terceira, ante embreagem, mais
adiante...
Tenho o motor, como sensor,
se passo quarta, ao destino vou,
na insegurança ou incerteza, desacelero,
vez que do íntimo, aguardo conselho
e assim espero...
e no bom senso, desse meu freio,
se penso, não ser o momento, não sigo,
pois que o discernir é minha Ré...
por algum tempo, estaciono,
o meu destino, é minha Fé,
minhas rodas é o meu percurso,
e nenhum sobressalente...


Lívi@petitto


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domingo, 1 de novembro de 2009

Ore por mim...



Esse conforto que me chega agora,
é bálsamo de luz, felícita emanação,
pois que as lágrimas da saudade,
enebria-se a consolo, na Fé da oração...

A lágrima no desespero, é tormenta
por tão grande ainda a minha luta,
no despreender da velha vestimenta,
tanto tempo a me servir, em força bruta

Creia que te vejo e te sinto a alma
e você tão distraido em si, não ver...
te busco, te ensejo um pensamento,
mas nunca consegues me entender

Eu não morri, a casa de origem retornei,
nada está errado, sábio é nosso DEUS
ante os laços, fortalecidos pelo amor,
pois aprendizes somos todos, filhos Dele...

Quando quiser chorar, faça uma prece,
o teu amor exala flores de jardim,
sinto os eflúvios, suavisas a minh'alma,
alivia e acalma, a lenitiva oração, por mim...

Obrigado Senhor...

Lívi@petitto


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