domingo, 15 de novembro de 2009

Um nobre vagabundo...


Nunca sequer soube das necessidades,
nada me faltava e tudo era possivel,
por um berço de ouro, fui aplaudido
e jamais conhecedor do perecível...

Não sabia se por sorte, ou por azar,
era único, por não haver tido irmãos
desejos? todos eram sastifeitos,
bastava uma vontade, e os tinha nas mãos...

Meus pais, me tratavam como um rei,
volúveis, voltados para toda sociedade,
ausência de fraternidade, era suas leis,
luxúria e orgia, também suas prioridades...

Tudo tinha, mas e o amor? de nada sabia,
na escola, só promovia algazarras
empregados, somente eles me atendiam,
desta forma, era atenção que buscava
mas nada...

Cresci, entrei nas drogas, fui derrubado,
meus pais, inconsequentes, foram roubados,
não suportando a queda, se mataram
e eu, por infelicidade, ao mundo fui jogado...

Família e amigos quiçá, sequer os tive,
sob o lençol da noite, durmo e alimento a fome
sou andarilho, pés calejados e sujas mãos,
já fui rei e hoje apenas, um vagabundo nome...

Por várias rodas, nesta vida já passei,
buscando ouvidos, desejoso d'um irmão,
e nestas buscas, frente a igreja encontrei,
um vagabundo como eu, um amigo cão...
Hoje, sou um homem rico, no conforto
do coração...

Lívi@petitto



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