segunda-feira, 5 de outubro de 2009

"Olhai as criancinhas"...


Ela, que surgiu de um engano,
sequer havia sido planejada,
fecundada nos prazeres da orgia,
o horror da rejeição, experimentara...

Quem era aquela pobre criatura,
no clamor à vida, o silêncio rompia
acolhida por caninos de passagem,
em terreno baldio, no clarão do dia..

Que importa, de que nave desembarcara,
vida esta a romper nova existência?
anjos aplaudiam, divina luz emanavam
àquele ser, de ainda aparente inocência

O tempo, a seu louvor, administrara,
abençoado e cândido germe, fruto de desamor,
pois que a missão já dantes planejada,
intuiu a seu encalço, um humilde senhor.

E aquela criança, abandonada de outrora,
sob guarda de Luz bendita, de Amor e Paz,
superou dificuldades, se fez senhora da dor,
destinando a caridade, a outros brotos em flor..

Lívi@petitto


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