terça-feira, 22 de setembro de 2009

Luz Bendita...

Hoje sofri uma triste perda, um ente
querido que partiu. O poema abaixo descrito,
surgiu por força dessa razão e por mais
compreensível que seja, é lamentável demais...


Deus, na sua grandeza e onipotência,
fez o mundo, mais que perfeito, virgem!
nos ofertou as sensações, a inteligência,
com formas e lívre arbitrio, nos deu origem...

Jogados ao mundo de certo, por luz bendita,
fomos crescendo, principiando os desejos,
inventando sonhos, despertando instintos,
na percepção dos sentidos, fome, dor e medo

Na delonga caminhada, o surgir do necessário,
e o homem acordando as ideias a seu grado,
nos anseios dispertados de vezes até voluntária,
foi ele construindo, repassando seu trabalho...

Até que veio a carência, por fuga da solidão,
o corpo passou a pedir, na volúpia da razão,
nos toques sequiosos dos sentidos, jungidos,
fez sentimentos nascidos, força dessa emoção...

Seres foram surgindo, formação, comunidade,
mundo multiplicando-se frutos de amor: Deus!
caminhos, verdades, vidas! aprender e Amar,
pena que a passagem vivida, acabe n'um adeus...

Sim, a vida é razão, é acréscimo,
o usufruto, é empréstimo, acho certo,
mas é faca de dois gumes, a gente se apega
tudo porque somos frutos do eterno...

Lívi@petitto


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