quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Diante da partida...

A você, obrigada por ter estado
junto a mim, nesta travessia...


Ei 2009, como estás, nesta hora
tão reflexiva, diante de tua partida?
olha, antes que você vá embora,
eu preciso te falar...
Sei, que a tua idade neste instante pesa,
364 portas abertas e uma quase a se fechar...
Apenas queria dizer, que lembro quando aqui
chegaste, cheio de espectativas e anseios,
mesmo com receios, de em vidas apostar,
apresentas-te teus planos e junto, uma gincana,
pra gente brincar...
mas tem gente, que furou os planos, outros fizeram
enganos, furaram as regras, foram desumanos...
até mesmo a natureza que coitada, não suporta
mais os trancos...
Não fique triste, quem sabe o teu sucessor, não
traga com ele o amor, para as consciências banhar?
basta acreditar e juntos, lutar por uma vida melhor,
trocar o pior, pelo bom, compreender e saber amar...
A gente pode e deve confiar!!

Feliz 2010!!


Lívi@petitto

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009


Retrospectivas,
Estão nas marcas do asfalto,
que na velocidade do tempo, sequer
observei, dos saltos que não dei, como
alguns corações, que numa árvore desenhei...
Restrospectivas,
dos inúmeros sorrisos de minha graça,
quando tantas vezes disfarcei, das lágrimas
que em noites várias, no travesseiro deixei...
Retrospectivas,
dos dias ensolarados, quando nas sombras das
amarguras, me coloquei e entre, uma andança
qualquer, nas lembranças, tropecei...
Retrospectiva,
d'um belo instante que vivi, onde deixei uma saudade
e outra carreguei, um beijo de mim roubado,
amor louco e complicado, que ganhei...
Retrospectivas,
de sinais que não quis ver, alegrias momentâneas,
tristezas veteranas, frutos de um padecer...
flores que nasceram, outras que morreram,
pragas do meu jardim, lamentos das violências
que não tem mais fim...
das horas avançadas, a exibir os meses,
sem que eu notasse o passar dos dias,
dos testemunhos das ondas revoltas do tempo,
com cheiro de maresia, um fingir de esperança
nas letras, sussurrantes da poesia...
Retrospectiva,
de não ter mais visto a fantasia,
por sentir falta dos sonhos, e da alegria...


Lívi@petitto

domingo, 27 de dezembro de 2009

Segredos...


Não tenho que dividir os meus segredos
são meus apegos mais íntimos, que se
calam no meu peito,
Nasceram dentro de mim, estão assim bem
guardados,
não farei deles um papel, um bilhete a escribinhar,
o vento pode passar e leva-los para o mar...
não posso solta-los por um fio de linha, ela pode
arrebentar, e o meus segredos se queimam,
ante o meu despertar...
não posso deixar com o ancião, falta pouco e no topo
eu vou chegar, o velho já está quase morto e para
o novo vou levar...
No meu balanço, para cá e para lá, aos céus,
entregarei os meus apelos e os anjos, compreenderão
no meu olhar...
e os meus segredos, entre mim e eles, sempre haverão
de ficar...


Lívi@petitto

sábado, 26 de dezembro de 2009

O meu aceno...


Já posso ver daqui, um novo caminho,
cruzando este onde piso;
me sinto cansada, por toda a jornada
que tenho sido conduzida por esse tempo
indigno...
mas tenho que seguir adiante, solidária
e confiante em busca do que me aguarda...
deixarei para trás, os meus lamentos,
meus ais, levando apenas as boas lembranças e
nos olhos, a esperança de meu sorriso de
criança e nada mais...
Para você, envelhecido Ano, entregarei o meu
aceno, lhe afagarei os cabelos brancos e te
permitirei, um descanso sereno...


Lívi@petitto

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Olhos estes...


Olhos do futuro, olhos este condutor,
olhos de alma que nos enseja o amor,
nossa lanterna mais viva, nossa força,
nossa fé, archote eterno de luz, caminheiros
de Jesus...
Esse irmão que nos abraça, que tantos exemplos
deixou, nos dando a força da graça, como obreiros
do Senhor.
Nos trouxe os 10 mandamentos, receita do
bom viver e na travessia o ensino, como modo
do fazer...
Perdoando e dividindo, esse humilde peregrino,
sem orgulho, sem clamor,
apenas serenidade, sobre as fontes da verdade,
retrato do nosso Senhor...
Que sejamos felizes então, na força da Paz, na oração,
destinando aos nossos irmãos, as belezas do fulgor,
na magia do universo, na lei da compreensão,
somos todos do Divino, em semelhança, a razão...

Feliz 2010, galgando com nossos pés, em busca da
construção, pois que juntos somos força, comungando
a união...

Lívi@petitto

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Sensibilidade...


Existe um sexto sentido
que me fala ao coração e nele,
eu sempre acredito, é das leis a
intuição...
Deixo minha janela aberta,
visualizo a perfeição e escrito ainda
nela: Bem vinda ao amor!
sou contemplação...
e por mais que me faça em lágrima,
ou quem sabe, pareça estar distante,
tudo vejo, tudo sinto, tenho um anjo
que por mim, é guardião...


Lívi@petitto

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Não me abandones...


Ei, espere! Não se vá meu anjo,
não agora... não me abandones nesta hora,
preciso de você aqui...
eu sei, sei que te magoei, que de ti, duvidei,
mas entenda, minha insegurança me condena
e por mais que em ti confio, ainda sofro
meus dilemas...
Não sei como sozinha, prosseguir,
perdi o mapa do percurso, desiludi...
Estou aqui, a beira do caminho e receio olhar
para trás,
existe uma vontade de voltar, foi lá!
que ficou uma saudade...


Lívi@petitto

sábado, 19 de dezembro de 2009

Amigos, são Estrelas...


Batizei a noite como a hora do pensar, das viagens, das mudanças, dos remexidos interior e meio a esses pensamentos tão distante, adentrei a escuridão do céu e pensei: Sei que você continua azul, não muda, permanece sempre o mesmo, no seu tão raro feito de mudanças nunca! Ainda que o tempo feche, são apenas nuvens que te cobrem e você sempre azul, azul como os olhos divinos, sereno, belo e lindo..
Avistei as estrelas e pensei mais adiante que esses olhos azuis, olhos do divino, espelhados no azul celestino, contam com a presença dos amigos estrelas, nunca estão sozinhos... Lembrei que Deus na sua magnitude fez o mundo tão recheado de gente, quanto aquelas milhares de estrelas e me fiz ficar bem comigo, porque compreendi, que meus pensamentos confabulavam com um ser simplesmente santo a me mostrar o entendimento do comparativo. Amigos, são estrelas e podemos te-las todas ao nosso lado, em cada tempo em cada era, somatizando aos já somatizados. As estrelas mais notáveis, aquelas maiores e mais brilhantes, talvez sejam os parentes que são amigos também, aqueles que conhecemos bem... outras tantas, que vamos enxergando e sentindo que vão se aproximando, são os amigos que conhecemos pouco, mas com eles, vamos nos identificando e nos agraciando cada um no seu jeitinho belo de ser, que vem cada vez mais junto afagando o coração da gente e a gente no olhar de júbilo, dentro do peito fala em voz clemente: Fica comigo e agradece a Deus em oração. Além, a gente vê outras estrelas, pouquinho menores, e as vê como outros seres transeuntes, desconhecidos, que nos vê tanto quanto nossos olhos os vêem, a espera do momento oportuno que um dia, também chamaremos de amigo...
Esta força mágica, fortalece, acalma e nos faz sentir seguros para a travessia em marcha dos caminhos que julgamos tantas vezes escuros, mas que se aclaram quando em companhia de um amigo estrela. Somos luzes, podemos ver, perceber, sentir, mesmo fechando os olhos, pois que no combustível da alma, o fogo do sentimento puro, acende as tochas de nossas faculdades sensitivas e nos ilumina a caminhada...

Obrigada amigos, pelos laços da irmandade, as nossas estrelas crescem, quando nos sentimos como irmãos, nos laços da eternidade...

Feliz Natal, Feliz 2010!!!


Lívi@petitto

Obrigado Senhor IV


Abençoada seja minha cama,
neste momento em que me deito,
a descansar,
abençoada me seja a noite,
com os anjos a me encontrar...
Abençoado Senhor, me foi o dia,
quando nas minhas nostalgias,
não só me fiz chorar, como me fiz sorrir
também, ao relembrar..
Abençoado o pão na mesa senhor,
o teto que me dar guarita,
o remédio que me estanca a dor,
abençoado o lar que pude construir,
junto ao companheiro, que me deu amor...
Abençoado ventre, que trago no corpo,
quando dei vida a outras vidas,
e mãe me tornei, assim como Maria...
Abençoado meus olhos, por ver a natureza
na extensão de tua beleza Senhor,
abençoado ouvidos, por ouvir o teu nome
na boca d'algum sofredor...
pela minha fala, pelos meus sentidos,
pelas minhas mãos, de poder auxiliar
algum irmão, assim como também,
pelas bençãos da partilha, que a mim legou,
a receber de ti, a herança da oração
Obrigado, muito obrigado
Senhor...


Lívi@petitto

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Da noite enamorada...


Negra roupa de cetim, que me veste,
e me encobre os desejos, que no íntimo,
eu não seja revelada,
mas da noite, não me escondas, sois com ela
conivente e sempre comigo abraçada...
Tu e ela, que já conhece os meus segredos,
quando no silêncio, tantas vezes presenciara,
eu ser por ele, amada...
noite sedutora, rompes meu cárcere e me excitas,
suave brisa, que me aquece o sangue, percorres
minhas curvas e me deixa ofegante...
e quando já me dou por vencida, te percebo
esvaecida e a matutina, a despontar...
estou comigo apenas, presença de mim, me faço
chorar...


Lívi@petitto

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Fantasiando...


Vem pássaro raro, de bico avermelhado,
colorido de pavão,
me leva contigo aos ares, fazendo do céu
o meu chão...
desejo à lua crescente, para que eu
cresça também, encaixada em seu balanço,
a espera de um bem...
Quero ainda as estrelinhas, fazer delas amarelinha
e em cada janelinha, o sorriso de alguém...
Trás pra mim o arco-íris, de tão linda aquarela,
e dele, a cor mais bela, para me
cobrir com ela...
Por fim, encontrar meu querumbim
meio as nuvens de algodão,
pra acalmar meu coração...


Lívi@petitto

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Uma Linda Mulher...


Um nascimento de alegria e festança
cujo hospital marcado foi, o dia xis
de reboliço a sala clínica, alvoroçada
já divulgava, ela nasceu pra ser feliz!

O genitor, ao saber ser uma menina,
foi pro cartório e lá chegou, gritando: Olé!
o escrevente, em seu posto, registrava
o nome santo que ele ditara: Linda Mulher!

Na face, dois buracos, sem bochechas,
coberta apenas por uma pasta, feito magma
dos olhos siameses, um bisturi os separava
refazendo rosto, com um pedaço de suas nádegas...

Pobre menina, era assim desengonçada,
em um dos pés, dois dedões, fora cortada,
em suas narinas, tinha apenas cavidades
e d'um dedão, belo nariz ela ganhara

Em sua boca apenas pele avermelhada
e amolecida, de algum enxerto precisava
excesso lóbulo foi extraído de sua orelha
de grande beiço, sua boca foi moldada

Crescera no amor, de educação agraciada
e no seu lar, viveu o exemplo de felicidade
essa Linda Mulher, causa de eterna piada,
foi consolada, por unico amigo, amigo Padre

Na mocidade, a tal desgraça a visitara
razão de incêndio à sua casa, os pais matou,
sozinha, jogada ao léu e sem morada,
casou com Deus e ao convento se entregou.

De crucificada amargura, foi a sua jornada
sofridas dores no poderio da rejeição
ante o descanso, se fez sorrir, gratificada,
contrário ao corpo, tinha n'alma a perfeição...


Livi@petitto

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Cinema mudo...


Um silêncio, que as vezes nada me diz
outras vezes, quem sabe, me diz tudo...
um silêncio talvez, que confabula comigo
um cinema mudo...
que deixa nuances e alguns relances,
n'algumas noites ou por alguns dias,
o que me faz pensar, que estou a contracenar
com o tempo, se na sala tem platéia e se
estou sendo compreendida, pelas minhas caras
e fotografias...
cenas de teclados que falam, sem muitas mazelas
bem como o Charles do Chaplin ou Chaplin
do Charles, nos gestos que se embaralham
da fechada tramela...
ninguém entende nada, no silêncio do mudo,
no surdo das falas...


Lívi@petitto

sábado, 12 de dezembro de 2009

Uma história já vivida...


Eis o livro de uma história já vivida, amarelado,
ainda que n'alguns capítulos apenas, um pouco
de mim, ele narra...
Quisera pudesse saber, o antes de tudo,
letras que não tem como contar, d'outras eras,
d'um passado...
nem tenho como fazer a leitura, tudo envelhecido,
um pouco apagado...
das páginas em branco que foram deixadas,
o silêncio as descreve e o vento segue desfolhando,
enquanto nostálgicos respingos do tempo, subscreve...
Vejo o óculos da incessante leitura, dos verbos literários,
como vejo, o relógio dependurado, rebuscado de memórias,
girando ponteiros, em tempo contrário...
Na janela, vidros foscos, como se um ar de pulmões, alí ficara
e o chá, dando certa aquiescência desse interim, que alguma
presença, ainda exala...

Lívi@petitto



sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

No silêncio de mim...


Quando não ouvires mais o eco rouco
de minha voz por ti clamar,
nem o legível de minhas letras, alcançar
creia, que foi o silêncio que te ensurdeceu...
então, me procure com os olhos e haverás de
me encontrar...

Lívi@petitto





quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O Natal pra mim...


Natal pra mim, ainda é aquele
de sorrisos apaixonados, de abraços
apertados e alimento sobre a mesa,
luzes por todo lado, lareira acesa...
a fantasia d’um velhinho de Noel
trazido aos olhos da criança, por duas
renas lá do céu...
Uma manjedoura, um clarão, uma estrela
de Belém,
um menino iluminado, envolto por anjos
aureolados, em coro:
amém!
Natal pra mim, ainda é aquele de sensibilização,
de luta, pela paz que cobre a terra, nas bençãos
da oração...
de humildade e fraternidade de socorro
a outro irmão,
que sofre sozinho e caminha, sem agasalho,
nem pão...
Natal pra mim, ainda é aquele, que eu
sinto saudade...


Lívi@petitto


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

As rosas falam...

Este poema foi inspirado do cabeçalho
desse recanto que tanto amo e pelo qual
homenageio a amiga
Chris
http://simplesmente-chris.blogspot.com/
http://amagolegivel.blogspot.com/
que com seu mais real carinho, fez este
lindo trabalho pra mim.
Obrigado Chris!


Senhora vermelha, de intenso perfume,
sois rara beleza, encanto de flor,
rainha das flores, fulgor dos amores
aos olhos da lume, fascínio e amor...

De forte rubror, linda e apaixonada,
exalas essência, feito alma d'arte,
pulsando poema, pulsando palavras,
circulante vereda, de nervura escarlate

Rosa enaltecida por todos os encantos,
rosas dos vento, rumo é seu ditame,
da razão, sois entranha magnífica,
tecendo à vida de filamentos, estames...

Lívi@petitto


sábado, 5 de dezembro de 2009

O que não vale...


Vale a pena ser de novo, vale tudo,
até transtorno em busca de atenção...
a gente chora, perde o sono e na cama rola,
até lembrar da oração...
O socorro chega logo, e rápido se adormece,
deixando pra lá o monólogo...
E vamos em busca dos sonhos, na breve
viagem do sono, levando nas mãos a
passagem, por venturas que idealizamos...
Encontramos amigos e amores,
trevo da sorte, flores, sorrimos e até
choramos...
a gente acordar tranquilo, as vezes zonzo,
por aquele vôo dado, digerindo o mistério,
submissos e atordoados
mas, o que não vale, é acordar dos sonhos...

Livi@petitto


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Não tem como esquecer...


Saudade, parece ser coisa que procuro,
um passado, que não tem como esquecer, juro!
mas que ao mesmo tempo, sinto prazer
e volto lá, naqueles momentos...
Hoje peguei as cartas, àquelas que ele escrevia
quando namoravamos...
as lia com tanto gosto, sorria e me divertia,
mergulhada nas suas loucas piadas...
naquela data, não chorava, tinha alegria,
e com a vida, sempre abraçada..
por nada sofria, tinha ele do meu lado,
me contentava...
Agora, as lágrimas caem, borrando a tinta da
caneta que ele usava...
Nada mais é engraçado, nesse intenso vazio
de minh'alma que na calma, de sofrimento sereno,
sinto gosto de amargo veneno, queimando
minhas valvas nas águas desse pranto,
que me lava...


Lívi@petitto


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Seguir amando...


O que é o amor, se não uma conquista?
Amar é difícil, ainda que busquemos,
pois que vale a sintonia, inclusa nos
relacionamentos...
Se destinamos amor e ainda não
conquistamos, só nos resta compreender,
que o outro ainda não está pronto...
Na vida, nunca devemos parar, mas acreditar
sempre, pois que existe alguém n'algum lugar,
que está clamando por amor, do mesmo amor que
deveras a gente sente...
Sigamos a travessia, existe amor no coração
dos amores, existem vidas em sintonia...

Lívi@petitto

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Sedução...


Olhar sedutor e interesseiro,
sequer minh'alma tu desnuda
percorres meu corpo por inteiro
e somas ao valor da minha blusa

Desejei entregar-te um violão,
dedilhaste, fingindo ser cantor,
na avidez, percebi que sois vilão,
subindo ao palco, revelando ser ator..

Naquele instante, a ilusão se fez arena
da bela, em fera, fiz na fúria, o horror
repulsa e medo, d'outros olhos exibe cenas
d'um sedutor, em desprezível gladiador...

Lívi@petitto



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domingo, 29 de novembro de 2009

Travessia


Mares de ondas revoltas
me impedem de voltar,
amores lá no meu porto
aflitos, me inspiram a orar

As nuvens se escureceram
e o azul do céu, se perdeu
o vento, assoprando as ondas,
socorro, somente o de Deus...

Respingos das águas do mar,
sinto-os molhar o meu rosto,
envoltos às minhas lágrimas
d'um sabor e mesmo gosto...

E nestas horas tão intensas
percebo a noite chegar,
na calmaria, Deus é a presença,
ensaiando um sono, ao mar...

Vejo o sol que já desponta,
ouço a orquestra da alvorada,
a esperança suave, surgindo,
de breve paragem, abençoada...

Lívi@petitto


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sábado, 28 de novembro de 2009

Francamente!!


Franca, cativa cidade, nordeste de Sampa
de tudo um pouco realiza em maestria
na bandeira sua forma, tabuleiro de xadrez,
no calçado, ricos passos, fazem sua travessia.

Meu manifesto à cidade, francamente...
Erguida em três colinas... na extensão
gloriosa, pelas bençãos defluentes
da padroeira, Senhora da Conceição...

Uma praça faz o centro, faz a cruz um calçadão
filhos da terra, no compasso, sem pés no chão,
e o fabricante em belos feitos, louva sua tradição

De ruas estreitas, como braços de acolhida,
recanto divino, feito sorriso em dadas mãos
Franca, vivenda bendita da religião...

Lívi@petitto
Franca, 185 anos

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Revelações


Recebi do amigo Rosemildo Furtado o desafio de completar estas cinco frases:

Eu já...
Eu nunca...
Eu sei...
Eu quero...
Eu sonho...

Minhas respostas:

Eu já aprendi que na vida, basta acreditar pra se ter os sonhos conquistado.
Eu nunca haverei de duvidar de minha capacidade de ser.
Eu sei que posso trocar um ponto por uma virgula e continuar..
Eu quero antes de ver os defeitos dos outros, buscar reparar os meus.
Eu sonho com a igualdade de fato entre os homens.

Ainda, o amigo nos brindou com a 6ª frase, pelo qual me ocorre complementar,
em repasse. Adiciono como regra, para que formemos um texto, afinal,
de mãos dadas, não teremos tempo de usar as nossas armas.

Eu vou... brindar com a ascensão e a felicidade de todo o ser vivente, pois que um dia, todos haveremos de nos encontrar...

As regras são designar cinco blogs, que devem indicar de quem receberam o convite.

- http://simplesmente-chris.blogspot.com/ (Chris)
- http://semvoceeunaoseria.blogspot.com/
(Aluisio Cavalcante Jr.)
- http://blogdoluarencantado.blogspot.com/ (Fabiano)
- http://sereiaencantos.blogspot.com/ (Sereia)
- http://viviansbrussi.blogspot.com/ (Vivian)

Gostaríamos de deixar bem claro que o fato de termos indicado somente cinco amigos, deu-se ao fato da exigência da regra, porém, a mesma regra, não nos impede de estendermos o desafio a todos os nossos amigos seguidores, bem como, a todos aqueles que nos visitam e estão sempre acompanhando o nosso trabalho, o que muito nos honra.

Beijos,

Livinh@__



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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Orgulho...


Pena, palavra que mina, no coração
de quem em si, não acredita quando se tem
doente a estima...
Não creio haver coitados nesta vida,
mas seres desacreditados, julgando-se
como vítima...
Vestem-se de poderosa armadura, não se
entregam a censura e nem se dão ao sacrifício,
carregando sempre consigo, o orgulho, como
pose do ofício...
Por não se amarem, acreditam não serem amados
e por sentir-se ameaçados, trazem armas em punho,
como justa defensiva...
Pena não sinto, apenas lamento que seres assim,
ainda estejam dormindo...

Lívi@petitto


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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

SOS. Natureza...


O tempo se mostra adoecido, sentindo
ameaça do vento que sopra enfurecido,
destelhando casas...
a natureza arrepia e chora, quebradas asas,
exibindo sentimentos desconexos, de léxicos
desequilíbrio, até cair em têmpera chuvarada...
O que acontece com ela?
manifestos alheios, como de nada saber,
burburinhos se ouve: Que tempo louco!
fingindo-se não entender...
que socorro pode ser, quando a consciência,
é para poucos.


Lívi@petitto



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terça-feira, 24 de novembro de 2009

De onde ela vem...


De onde vem tanta inspiração, sinceramente,
sei não...
o pensamento de mim descola e voa
na imaginação,
embarca num faz de conta, vestido de curiosidade
e atrevido, na vaidade, voa rumo a libertação...
por vezes, ouve um chamado e se deixa por levar
rever um passado velho, enrugado, e o tal presente,
concreto indecente, criando um futuro para se lograr.
é assim...
Mentira ou verdade, ele segue viagem
e se ausenta de mim...

Lívi@petitto



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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Sou Feliz quando...


Sou feliz quando sinto o abraço da vida,
em todos os aspectos, até os mais complexos,
bem com Deus, bem com a existência, bem contigo,
bem com meus filhos e por tudo isto, bem comigo...

Livi@petitto

Boa Semana!!

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sábado, 21 de novembro de 2009

Penso...


Perguntaram-me se eu sabia, onde começava o vento
e na minha ignorância penso, que nesse esférico mundo,
de grandeza infinita, o vento nasce, no ponto de partida,
ao mesmo ponto de chegada, quando as pontas se atritam,
por influência ocasionada, gerando o fenômeno da ventosidade...
Assim somos nós, por sentimentos dado a ação inconstante,
produzindo abalo e desconforto, de mecanismo vago...

Lívi@petitto


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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Esses momentos....


Há momentos, em que todas as palavras
por mais coerentes ou lógicas que sejam,
não mostra sentido, pra quem se encontra
perdido, sem saber como seguir...
Há momentos, que todo o silêncio, não basta
para o discernir, quando não se encontra
alternativas..
Há momentos, que os anjos nada fazem, nem Deus
talvez, quando se vive num estágio material, onde
somente palavras, não desatam as amarras,
que mantém à presa, no sufoco de si mesma...
Há momentos, que faculta recantos e não se tem pra
onde ir e o melhor a fazer, é sumir...
Há momentos, que qualquer navegação que se faça,
se corre o risco de virar a barca e se dar ao afogamento,
então, é mais correto pensar, que estou na minha hora
de dar um tempo.
Não sou forte, a fragilidade existe, mente saudável
ou insana, sou humana...

Lívi@petitto


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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Era Paz...


A palidez daquela pele, se fez confundida
entre os brancos lençois...
havia um semblante de paz se fazendo presente
e eu podia ver naquela mente, o quanto ela hesitava
em deixar tantos amores, para trás...
foi então que compreendi, que a morte não estava alí...

Eu sinto saudades...


Lívi@petitto



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domingo, 15 de novembro de 2009

Um nobre vagabundo...


Nunca sequer soube das necessidades,
nada me faltava e tudo era possivel,
por um berço de ouro, fui aplaudido
e jamais conhecedor do perecível...

Não sabia se por sorte, ou por azar,
era único, por não haver tido irmãos
desejos? todos eram sastifeitos,
bastava uma vontade, e os tinha nas mãos...

Meus pais, me tratavam como um rei,
volúveis, voltados para toda sociedade,
ausência de fraternidade, era suas leis,
luxúria e orgia, também suas prioridades...

Tudo tinha, mas e o amor? de nada sabia,
na escola, só promovia algazarras
empregados, somente eles me atendiam,
desta forma, era atenção que buscava
mas nada...

Cresci, entrei nas drogas, fui derrubado,
meus pais, inconsequentes, foram roubados,
não suportando a queda, se mataram
e eu, por infelicidade, ao mundo fui jogado...

Família e amigos quiçá, sequer os tive,
sob o lençol da noite, durmo e alimento a fome
sou andarilho, pés calejados e sujas mãos,
já fui rei e hoje apenas, um vagabundo nome...

Por várias rodas, nesta vida já passei,
buscando ouvidos, desejoso d'um irmão,
e nestas buscas, frente a igreja encontrei,
um vagabundo como eu, um amigo cão...
Hoje, sou um homem rico, no conforto
do coração...

Lívi@petitto



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sábado, 14 de novembro de 2009

Proclamação da República


Um verde que fala de esperança,
um amarelo ouro de herança,
um azul celeste, olhos do divino
e o branco da Paz, no semblante das crianças...
Esse nosso Brasil, com tanta história pra contar
e a miséria prevalece, sob a guarda de uma súcia,
que não se pode confiar...


Lívi@petitto



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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Leitura é viagem...


Leitura, viagem gloriosa, vôo livre ao alcance
dos tesouros contidos no desconhecido...
não importa com que asas se alcance o cume, quando
o propagar da imaginação, abre as candeias do lume
nos permitindo a libertação...


Lívi@petitto



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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Aborto não!!


Criança, eterna esperança, por um futuro de amor...
é balsamo de luz e gloria, na grandeza desta
hora, a nos suprir tanta dor...
São luzes que descortinam, um futuro promissor
combatentes da heresia, de Fé e sabedoria,
padroeiras do senhor...
Crianças... precisam nascer, desejosos de
viver, na senda da correção, que gritam necessidade,
por todo o bem da verdade, pois que são nossos irmãos...
Aborto, não!


Lívi@petitto




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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Miragens...



Hoje quero apenas rabiscar, escrever um texto, cheio de pretexto algo não real ao meu pensar, confuso de mim mesmo, na criança a me habitar... Talvez, nas minhas meras certezas, eu encontre incertezas, para me desiludir... Um isto ou aquilo, ratos selvagens com cara de esquilos, como elefantes e tamanduás, de ferramenta comprida, nas ventas, pra outro sentido se dar. Uma miragem, de incrível travessia, uma viagem... Um texto escrito, num estalar de dedos, de pronto, por caminhos diversificados e que, na velocidade do pensamento, eu possa estar em vários lugares ao mesmo tempo, pegando carona com o vento. Um visual diferente, assim como eu, de momento incoerente, ilógico, abraçada aos incógnitos, que por ventura encontrar e até mesmo, o de achar, que a morte é abstrata.
Dizer que Deus só deu asas a quem sabe voar... interessante isto, vez que o avestruz as tem e não se joga no ar, mas de intensa maratona, com duas patas apenas, corre ligeira, sem parar, contrariando a tartaruga, tão devagar, mas ambas a esconder suas caras... razões? Sim. Elas têm, então, deixa pra lá! Não quero falar da razão, somente observar, como vejo neste instante, acolá, um louva deus escondido, meio a planta trepadeira, por sobre um caramanchão, a suportar feito tolo, uma videira, com cara de chuchuzeiro. É, aqui estou de fato confundida, que por sob aquela trepadeira, de sombreado escuro, em céu morto, que bichinho será aquele, louva deus ou gafanhoto, a insinuar esperança... De que esperança se pode falar, se diante d'um gambá, o mundo some, não sabe dele o perfume, enquanto um porco se come. Se pra tudo, faz sentido, uma reta é um risco, como um beco desconhecido, não se dar a travessia, pois nas quantas ruas virada, por intenção de atalho, até chegar ao extremo, denota um trajeto falho, sem sentido, sem saída...
Não tenho asas, mas veja que contradição: estou a voar e daqui de cima vejo o mar, transparente e límpido, repletos de seres vivos a nadar e, muitas vezes penso, que a noite, me parece dia, como o dia, me parece noite e neste instante, a contemplar naquelas águas, o céu, que se fez por mergulhar. Será delírio da minha alma o que daqui, estou a mirar? Bendita seja a estrela Dalva, na praia, apagada, que nunca mais, ninguém ouviu falar...

Lívia Apetitto


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